Início de varizes: você sabe o que fazer?

28 de abril de 2022

Se você está com início de varizes, esteja atenta! É preciso procurar auxílio médico e evitar que o quadro evolua.


As varizes são uma condição de saúde na qual as veias dos membros inferiores deixam de funcionar corretamente e passam a acumular sangue, tornando-se dilatadas e tortuosas.


Precisamos deixar claro que elas não ocorrem repentinamente, mas sim evoluem com o tempo, caso não recebam o devido tratamento.


Então, dependendo da fase em que se encontram, podem ser de pequeno, médio ou de grande calibre.


E é exatamente por isso que devemos ter atenção! O início das varizes não costuma trazer impactos significativos nas atividades diárias e estética da paciente, que acaba não buscando auxílio médico.


No entanto, muitas vezes tentam formas alternativas de tratamento, como cremes, pomadas, chás ou caneta a laser, mas nada disso realmente funciona.


Assim, o início das varizes é o melhor momento para procurar auxílio médico e tratá-las corretamente, evitando quadros avançados.


Início de varizes: entenda a evolução


A classificação CEAP para as varizes é bastante útil, pois deixa muito claro seu grau de evolução com base nos diversos sinais de comprometimento venoso.


Então, CEAP é a sigla para:


C – Clínica - avalia os sinais clínicos da doença venosa;

E – Etiologia - classifica a origem da doença venosa: congênita, primária ou secundária (síndrome pós trombótica);

A – Anatomia - considera a distribuição anatômica da doença venosa, ou seja, veias superficiais, perfurantes ou profundas;

P – Fisiopatologia - avalia a fisiopatologia da disfunção venosa: refluxo ou obstrução.


Sem sinais de doenças venosas, sensíveis ou palpáveis


Aqui, o paciente tem sensação de pernas pesadas, dor e prurido, mas sem sinais visíveis ou palpáveis de doença venosa.


Telangiectasias e/ou veias reticulares (C1)


Presença de telangiectasias (vasinhos menores de 1 mm) ou veias reticulares (entre 1 e 3 mm).


Veias varicosas (C2)


Já são observadas varizes, ou seja, veias varicosas com diâmetro maior que 3 mm.


Veias varicosas mais edema (C3)


Ocorre quando há presença de varizes associadas a edema (inchaço).


Hiperpigmentação ou eczema (C4)


São visualizadas alterações de pele e tecido subcutâneo secundárias, por exemplo:


C4a: presença de eczema ou pigmentação (escurecimento da pele).

C4b: lipodermatoesclerose ou atrofia branca (enrijecimento da pele).


Úlcera curada (C5)


Classifica-se aqui quando se observa a presença de uma ulceração venosa já cicatrizada.


Úlcera venosa ativa (C6)


Neste caso, temos a presença de úlcera ativa.

 

Assim, com base nesta classificação, podemos observar o quanto a evolução das varizes traz impactos significativos na vida da paciente, bem como torna o tratamento muito mais complexo.


Atualmente, temos uma ampla gama de técnicas para tratar as varizes e, quanto mais no início elas estiverem, mais simples e rápido será o tratamento.  


Quando procurar o médico vascular?



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Saber o momento certo de procurar o médico pode fazer toda a diferença no seu tratamento. Assim, caso você tenha os seguintes sinais, marque uma consulta:


  • Cansaço nas pernas;
  • Pernas inchadas;
  • Formigamento nas pernas;
  • Vermelhidão nos membros;
  • Presença de vasinhos nas pernas;
  • Surgimento de pequenas varizes.


Dessa maneira, será possível avaliar o caso com cautela, realizar os devidos exames e chegar em um diagnóstico preciso. Quanto antes identificarmos o problema, melhor!


Então, não deixe para depois! Ao identificar vasinhos ou início de varizes, marque uma consulta com o cirurgião vascular!


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